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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Só o tempo...

Quem pode dizer aonde vai a estrada ?
Para onde vão os dias ?
Só o tempo

E quem pode dizer se o seu amor crescerá
conforme seu coração escolher ?
Só o tempo


Quem pode dizer porque seu coração suspira
conforme seu amor flutua ?
Só o tempo

E quem pode dizer porque seu coração chora
quando seu amor morre?
Só o tempo


Quem pode dizer quando os caminhos se cruzam
que o amor deve estar
em seu coração ?

E quem pode dizer quando o dia termina
se a noite guarda todo o seu coração ?
se a noite guarda todo o seu coração...


Quem pode dizer se o seu amor crescerá
conforme seu coração quiser ?
Só o tempo

E quem pode dizer aonde vai a estrada ?
Para onde vão os dias ?
Só o tempo

Quem sabe?
Só o tempo

Quem sabe?
Só o tempo

(Enya)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A poesia deitada sobre a cama



Quero a poesia assim
Deitada sobre a cama
Domada
Submissa
Quieta e flutuante
Neste momento é assim que a quero
Quero penetrá-la
Tocá-la
Forrar os espaços em branco
com a poesia deitada sobre a cama
Quero poder carregar a poesia
e fazer com que ela sinta o meu desejo
A poesia deitada deixará seu leito para se juntar
Ao meu sentimento e irá encontra os teus olhos

(Josi Vice)



Chuva

Chuva, caindo tão mansa,
Na paisagem do momento,
Trazes mais esta lembrança
De profundo isolamento.

Chuva, caindo em silêncio
Na tarde, sem claridade...
A meu sonhar d'hoje, vence-o
Uma infinita saudade.

Chuva, caindo tão mansa,
Em branda serenidade.
Hoje minh'alma descansa.
— Que perfeita intimidade!...

(Francisco Bugalho, in "Paisagem" )


SOMAIA - Acróstico


Sua beleza é única.
Os seus olhos, brilham com pedras preciosas
Marcante com sua força interior
Amar é sua meta
Incomparável
AMAR, AMAR, AMAR

(Marta Zacchi)




terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Acordar, viver


Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.


Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?


Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?


Ninguém responde, a vida é pétrea.


Carlos Drummond de Andrade



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Volare...

 
Pienso que un sueño parecido no volverá más
Y me pintaba las manos y la cara de azul
Y me improviso el viento rapido me llevo
Y me hizo a volar en el cielo infinito

Volaré, oh oh
Cantaré, oh oh oh oh
Nel blu dipinto de blu
Felice de stare lassù

Y volando, volando feliz
Yo me encuentro más alto
Más alto que el sol
Y mientras que el mundo
Se aleja despació de mi
Una música dulce
Se ha tocada solo para mí

Gypsy King

s

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Inscrição na areia



                          O meu amor não tem importância nenhuma. 
Não tem o peso 
nem de uma rosa de espuma!
Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?
O meu amor não tem importância nenhuma.

Cecília Meireles 


Retrato





Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, 
assim triste, 
assim magro,
nem estes olhos tão vazios, 
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força, 
tão paradas e frias e mortas; 
eu não tinha este coração que nem se mostra. 
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, 
tão certa, 
tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?


Cecília Meireles 



Era uma vez...

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
Você quer casar comigo?
Ele respondeu: Não!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

Luis Fernando Veríssimo

sábado, 24 de setembro de 2011

Déjà vu


E não há razão que me governe
Nenhuma lei prá me guiar
Eu tô exatamente
Aonde eu queria estar...

(Pitty)