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terça-feira, 8 de abril de 2014

Cárcere



Fecho meu mundo por dentro! Abro a mente devagar, e a saudade é gigante. 
Um choro me prende na garganta...
Enquanto, a chuva, do lado de fora, soluça... Salpicando a vidraça
Olho pro tempo que nunca se surpreende...
Quem me condena, não sabe da metade de meus delitos...
Foram tantas as vezes que por amor me matei !


Selê Marinho


sábado, 22 de março de 2014

Clarice Lispector



"... faz de conta que ela não estava chorando por dentro -pois agora mansamente, embora de olhos secos, o coração estava molhado..."




domingo, 9 de março de 2014

Selê Marinho


Não quero o sabor amargo da vida...
Eu prefiro uma doce ilusão...
E um pote onde caiba a minha sede !






terça-feira, 4 de março de 2014

Selê Marinho




Não sabe da sede que tenho agora...
Nem das minas secas em meu coração...
Se houvessem cristais nas tuas águas...
Beber-te-ia até a última gota!
Renasceria verdejante só para povoar meu deserto!






quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

. Clarice Lispector in De amor e amizade .


"O prazer é abrir as mãos e deixar escorrer sem avareza o vazio pleno que se estava encarniçadamente prendendo. E de súbito o sobressalto: ah, abri as mãos e o coração e não estou prendendo nada! E o susto: acorde, pois há o perigo do coração estar livre!"




sábado, 22 de fevereiro de 2014

Selê Marinho



Experimentar o novo atrai...
Mas, usar o velho, é  que conforta!
Embora, ambos desnecessários, para quem, chega até aqui,
troteando nos cascos!



Selê





quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014







Escancarava portas e travas...
Bania demônios da teia...
Fomentava os pulsos...
Fervia o sangue nas veias...
Sentia o aroma das vontades brotando na pele...
E a ausência, em porções, saciava o desejo.
A falta que faltava, já não fazia mais falta...
Aprendia, que o mundo era um enorme celeiro vazio...
Colhia ventos sem muito espanto...
Foi preciso aprender a não precisar!
Ganhar forças pra carregar o grande vão...
E nele, sustentar as palavras que mamãe dizia...
"dorme, que a fome passa!"
É assim, que a dor adormece!


Selê







domingo, 16 de fevereiro de 2014

Do livro o Pequeno Príncipe


" Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."


Antoine Saint Exupéry





Antoine Saint Exupéry


"Se alguma coisa se te opõe e te fere, deixa crescer. 
É que estás a ganhar raízes e a mudar.Abençoado ferimento que te faz parir de ti próprio."


Antoine Saint Exupéry