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domingo, 28 de fevereiro de 2021

Maquiagem



E quando faltam palavras?

Passo batom vermelho e deixo que minha boca pintada fale por mim...


Somaia Gonzaga





sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Brincando com as palavras

 




Meço

             Regresso

                           acesso


                                                      Aguço

                                                                      Me interesso

                                                                                         e  impeço...


                                                    Num trocadilho que reprocesso.





sexta-feira, 20 de novembro de 2020

A Pessoa




Está em todos os momentos,

Em todos os lugares que eu vá.

Porque é na mente que sobrevive.


De um infinito apego,


E um 

                                                       Apelo preso na garganta.

Que 

                                                     Apetece, inebria, instiga.


A  pessoa mais que

                                                       Apaixonante.

É apenas

                         Ap

Mania de mim...



Somaia Gonzaga


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Amo-te não sei porquês

 



Amo-te porque não sei porquês,
Num quanto que só sei que não sei quanto
Amo-te no duplo do que vês
E enquanto assim não vês
amo num enquanto

Amo-te na calma e no espanto
de que não mais assim ame talvez
Amo-te de sempre e em todo canto
que exista, que existiu ou não se fez

Amo-te sem quandos, quais e quês
sem se, sem todavia e sem porquanto

Amo-te sessenta dias por mês

E em cada santo dia e dia santo
Amo-te em todos de uma só vez
E em um dia de cada vez
amo outro tanto

 

Autor: Antoniel Campos
Voz: Somaia Marguerite Gonzaga
Música: Luiza - Tom Jobim




quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Naufrágio


 

Estive em teus olhos castanhos

Ali onde brotam as lágrimas
E me vi num olhar tão bonito
Desaguando dores tão vastas

Enquanto eu

Inexoravelmente imune
Naufragado de tuas feridas castas
Não me afoguei



Du Pavani / Véio China



poesiasdoveiochina.blogspot.com.br/search?…3%A1gio


Semente Dormente

 


Escancarava portas e travas...

Bania demônios da teia...

Fomentava os pulsos...

Fervia o sangue nas veias..

Sentia o aroma das vontades brotando na pele...

E a ausência, em porções, saciava o desejo.

A falta que faltava, já não fazia mais falta...

Aprendia, que o mundo era um enorme celeiro vazio...

Colhia ventos sem muito espanto...

Foi preciso aprender a não precisar!

Ganhar forças pra carregar o grande vão...

E nele, sustentar as palavras que mamãe dizia...

"Dorme, que a fome passa!"

É assim, que a dor adormece!

 

 

 

Selê Marinho

 




quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Todo o amor que houver nesta vida

 "Eu quero a sorte de um amor tranquilo

Com sabor de fruta mordida"



Cazuza




Recusa

 


Eu me recuso

A ser vil

Carne

Apenas um pedaço de carne

Sem cérebro

Oca

Um Nada.

 

E fico a aspirar

Um bate papo

Num boteco

Num bar

Restaurante

Ao telefone

 

Na cobiça

De um olhar malicioso

Na cama

No banheiro

Sala

Cozinha

Em qualquer dia

 

Num misto de amor e paixão

Nos sonhos

E nas Ilusões

Dar-te-ei a minha mão.




Somaia - Eu, um ser...